Esto no puede ser no más
que una canción
Quisiera fuera una declaracion de amor
romantica,
Sin reparar en formas tales
que pongan freno a lo que siento ahora
a raudales
Te amo, te amo, eternamente te amo
Si me faltaras no voy a morirme,
si he de morir quiero que sea contigo
Mi soledad se siente acompañada,
por eso a veces sé que necesito
tu mano, tu mano, eternamente tu mano
Cuando te vi, sabia que era cierto
este temor d hallarme descubierto
Tu me desnudas com siete razones,
me abres en pecho simpre que me colmas
de amores, de amores,eternamente de amores
Si alguna vez me siento derrotado,
renuncio a ver el sol cada mañana
Rezando el credo que me has enseñado,
miro tu cara y digo em la ventana:
Esta canção
Não é mais que mais uma canção
Quem dera fosse uma declaração de amor
Romântica
Sem procurar a justa forma
Do que me vem de forma assim tão caudalosa
Te amo, te amo, eternamente te amo
Se me faltares
Nem por isso eu morro
Se é pra morrer
Quero morrer contigo
Minha solidão
Se sente acompanhada
Por isso às vezes sei que necessito
Teu colo, teu colo, eEternamente teu colo
Quando te vi
Eu bem que estava certo
De que me sentiria descoberto
A minha pele
Vais despindo aos poucos
Me abres o peito quando me acumulas
De amores, de amores, eternamente de amores
Se alguma vez
Me sinto derrotado
Eu abro mão do sol de cada dia
Rezando o credo
Que tu me ensinaste
Olho teu rosto e digo à ventania
Iolanda, Iolanda, eternamente Iolanda
O compositor cubano Pablo Milanés precisou se ausentar de Havana logo depois
do nascimento da primeira filha, Linn. Comovido com a paternidade e
apaixonado pela mulher, Yolanda Benet, ele voltou para casa com a letra e a
melodia de uma explícita declaração de amor na bagagem. Era "Yolanda", um
dos maiores sucessos de sua carreira.
Eles
tiveram três filhas, em um casamento que durou cinco anos. A canção teve
vida longa. Desde 1970, a música ganhou interpretações em vários países. No
Brasil, a versão é de Chico Buarque e foi gravada primeiro por Simone no
disco "Desejos", de 1984. "Já regravei 'Iolanda' seis vezes e não posso
deixar de cantar nos meus shows. Acho que todo mundo gostaria de ser ela ou
ouvir de alguém o que diz a música", afirma Simone.
Foto: Rodolfo de Athayde
É com
orgulho que Yolanda, hoje uma alegre e falante avó de quatro netos, se
lembra daquele tempo. Separada pela segunda vez, mora em Havana e escreve um
romance baseado nos conflitos entre um cubano que ficou na ilha e outro que
emigrou para os Estados Unidos.
Yolanda Benet:"Conheci Pablo na casa de um amigo comum, em Havana. Eu tinha
23 anos e era continuísta de cinema. Casualmente, três dias depois começamos
a trabalhar juntos em um filme e nos apaixonamos. Pablo compôs 'Yolanda'
quando nossa primeira filha tinha dez dias. Ficou chateado por ter de
viajar. Quando regressou, trouxe a canção. Eu estava com Linn nos braços,
dando-lhe o peito, e ele me disse: 'Olha o que fiz para você'. Pegou o
violão e cantou 'Yolanda'. É uma sensação inesquecível. Não posso traduzir a
emoção que até hoje sinto quando me recordo dessas coisas. Nunca houve
momento mais importante em minha vida. Ali estava resumido tudo o que ele
sentia, todo o amor que sentíamos um pelo outro. Foi muito emocionante.
Pensei que aquela canção era algo íntimo, que só eu poderia compreender o
que Pablo estava dizendo. Mas parece que ele fez com tanto amor que todos
são capazes de entender. É uma música que se canta no mundo inteiro. Ele já
quis tirá-la do repertório e nunca conseguiu. É impressionante como as
coisas do coração transcendem. Ao mesmo tempo, sinto que cada pedacinho da
letra é um pedacinho do que vivemos. A letra é algo muito pessoal para mim,
falar sobre ela é como falar de minha intimidade, até me incomoda.
Nunca deixei de ser amiga de Pablo. Entre nós nunca existiram rancores. Duas
de nossas filhas são cantoras. Há pouco tempo cantaram a canção em um show
com o pai, em duas vozes. Me acabei em lágrimas. Sempre me emociono com a
música, sobretudo quando a cantam bem. Gosto da versão brasileira, de como
Simone e Chico Buarque cantam. Vi Chico uma vez na casa de Pablo, mas não
tive o prazer de conversar com ele. Fomos apresentados também em um hotel,
em Varadero, mas ele não deve se lembrar. Estávamos em um grupo e pedi que
não dissessem que eu era a Yolanda da música. Não gosto de usar isso como um
título. Não sei explicar o sucesso de 'Yolanda', não me considero uma mulher
especial. Sou uma pessoa comum."
Agradecida por nos apresentar esta senhora, cujo nome ficará para sempre imortalizado através do singelo e belíssimo poema de uma das mais belas canções de amor que ainda se ouvem hoje em dia ! Bjs
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Fernando Luvizaro | Café Simone